Pular para o conteúdo
Todos os artigos

IA generativa na prática: da promessa ao ROI mensurável

· DoValleTech

Como sair da demonstração impressionante para um caso de uso com retorno que dá para mostrar em uma planilha.

Toda empresa já viu uma demonstração de IA generativa que impressiona em cinco minutos e desaparece do radar em duas semanas. O problema raramente é o modelo — é a falta de um processo real por trás dele.

O caminho que funciona começa pequeno: escolha um processo com volume alto e regras claras, como triagem de e-mails, resumo de laudos ou primeira resposta a clientes. Meça o tempo gasto hoje, sem IA, antes de qualquer piloto. Sem essa linha de base, qualquer resultado depois vira opinião, não dado.

A segunda etapa é colocar um humano revisando as primeiras semanas de saída do modelo, não para desconfiar da tecnologia, mas para calibrar prompts e identificar os casos em que ela erra com confiança — que são os mais perigosos, porque parecem certos.

Só depois disso faz sentido falar em integração com os sistemas existentes (ERP, CRM, planilhas) e em automação ponta a ponta. Empresas que pulam direto para “automatizar tudo” costumam gastar mais tempo corrigindo exceções do que economizaram no processo original.

ROI mensurável, nesse contexto, é simplesmente: horas economizadas vezes custo da hora, menos o custo de operar a solução (modelo, integração, revisão humana residual). Se essa conta não fecha em três meses de piloto, o problema não é a IA — é a escolha do processo.